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domingo, 26 de fevereiro de 2012
domingo, 4 de setembro de 2011
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
?
não é que não me entre pelo peito a dentro uma imensa metafísica de meter respeito até a agostinho da silva.
não é que não chore com a leveza branquinha das nuvens nem é que não que fique com o corpo dividido a meio por causa da destruição das florestas e com a barbaridade auferida aos animais. até às moscas.
não é que não questione a pobreza de espírito de quem não presta nem a riqueza infinita de quem é bom.
(a natureza humana será sempre um tratado filósofico por escrever e a ambição de a entender fará sempre inveja às grandes descobertas da ciência)
não é que nada disso
mas também gosto de pensar com o teu corpo.
não é que não chore com a leveza branquinha das nuvens nem é que não que fique com o corpo dividido a meio por causa da destruição das florestas e com a barbaridade auferida aos animais. até às moscas.
não é que não questione a pobreza de espírito de quem não presta nem a riqueza infinita de quem é bom.
(a natureza humana será sempre um tratado filósofico por escrever e a ambição de a entender fará sempre inveja às grandes descobertas da ciência)
não é que nada disso
mas também gosto de pensar com o teu corpo.
terça-feira, 3 de maio de 2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
peixe
se eu fosse peixe nadaria de costas
perto da espinha o arrepio é mais romântico.
o nome da cidade onde nadaria seria nada
e viria a dizer nos livros da ciência especializada
que todos os meus vizinhos nadariam como eu,
de costas perto do arrepio.
onde a água sai do corpo e
a febre a seca em momentos de crise social
somos peixes a nadar de costas
apenas isso e as escolas do mundo
continuam iguais, a cuspir poetas.
perto da espinha o arrepio é mais romântico.
o nome da cidade onde nadaria seria nada
e viria a dizer nos livros da ciência especializada
que todos os meus vizinhos nadariam como eu,
de costas perto do arrepio.
onde a água sai do corpo e
a febre a seca em momentos de crise social
somos peixes a nadar de costas
apenas isso e as escolas do mundo
continuam iguais, a cuspir poetas.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
dizia assim:
quase sempre sou quase tudo
mas quase nunca o suficiente
para ser o bastante.
e depois também dizia assim:
um dia vais querer abrir a porta que fechaste
e se deus quiser ou outro amparador de almas qualquer,
vais entalar a mão que não me deste.
mas quase nunca o suficiente
para ser o bastante.
e depois também dizia assim:
um dia vais querer abrir a porta que fechaste
e se deus quiser ou outro amparador de almas qualquer,
vais entalar a mão que não me deste.
domingo, 2 de janeiro de 2011
geografia
no fundo dos olhos há um quintal. atrás de mim um rio que lava lençois brancos. à minha frente moram casas.
dentro delas moram muros que subo para ver céus mais de perto. tudo o que gira em torno do mundo se parece irremiavelmente com abraços prolongados. dias de braços curtos são dias fora do mundo onde cada segundo é um ano bissexto de coisa nenhuma. ninguém nasce nem ninguém morre neste quintal. é um eterno ficar-parado a subir.
dentro delas moram muros que subo para ver céus mais de perto. tudo o que gira em torno do mundo se parece irremiavelmente com abraços prolongados. dias de braços curtos são dias fora do mundo onde cada segundo é um ano bissexto de coisa nenhuma. ninguém nasce nem ninguém morre neste quintal. é um eterno ficar-parado a subir.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
domingo, 4 de julho de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
domingo, 29 de novembro de 2009
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