sábado, 9 de junho de 2012

quinta-feira, 7 de junho de 2012

quinta-feira, 24 de maio de 2012

vou só ali à china e já volto.


até ao santo antónio.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

sábado, 12 de maio de 2012



não estás aqui.
mas
sonhei contigo.


hoje é um feliz dia triste.

sexta-feira, 11 de maio de 2012



vou deixar crescer 4 braços e mais 3 corações

quarta-feira, 9 de maio de 2012

saldo positivo

chegar aos 38 anos e só me ter arrependido de duas coisas nesta vida não é nada mau.

mas fliscorne ainda vou tocar, podes ter a certeza.

terça-feira, 8 de maio de 2012























verso puro,
se estás presente
serás omnifuturo.

porquê?

era assim porque era assim.





nada mais havia a questionar.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

dia da (minha) mãe

a minha mãe inventou o meu mundo.

terça-feira, 1 de maio de 2012

no 1º de maio perder tempo a discutir campanhas de hipermercados?


não.
o rufus é que a sabe toda.
come e cala-te.

...


não tenho o poder da palavra. nunca a penduro na parede certa. não sei exprimir o meu sentido dela.
para mim a palavra é um desenho, até uma frase pode ser um desenho. sou como os chineses que lêem pequenos desenhos. falo pequenos desenhos tão figurativos quanto me é possível desenhá-los mas no fim tudo acaba em grandes gatafunhos como se eu fosse o último dos conceptualistas. e não sou.
o verdadeiro sentido de uma palavra nunca é para mim ele próprio, só, única e exlusivamente. falo como penso, escrevo como desenho. por conceitos. conceitos egoistas, meus que mais ninguém lê. não que eu não queira, apenas porque os não consigo traduzir. falar é sempre uma frustração, é qualquer coisa que fica perto do que quero dizer mas nunca lá chega. como eu

segunda-feira, 30 de abril de 2012




































my little china girl

sábado, 28 de abril de 2012

sexta-feira, 27 de abril de 2012

os meus últimos meninos.

a farsa do sapateiro estreia 03 de maio em torres novas

antes que se acabe abril, victoria!


presente


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de todas as calmas do mundo,
esta urgente é a que melhor me veste.
e melhor me despe.
e melhor me deste.


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terça-feira, 24 de abril de 2012

relatório mais ou menos semanal de sonhos:

1. namorava com o tim maia quando ele era novo e já bastante gordo (o que me fez muita confusão mesmo no sonho)

2. que me ofereceram uma lingerie de renda branca (que odiei mas que vesti sem hesitar)

3. que tinha ido ao porto

4. que a sónia tinha achado a lingerie branca bonita (o que me escandalizou)

5. que a minha mãe me levava sozinha no carro no banco de trás (e eu senti-me de novo criança)

6. que um rato morto afinal estava vivo (debaixo do carro quando ela estacionou)

7. que me caiam os dentes (e que a minha mãe disse que não tinha importância. importante era o rato morto afinal estar vivo)

domingo, 22 de abril de 2012


escreve-me outra carta, pero vaz de caminha
o desenho da tua letra traz imagens do sol

quinta-feira, 19 de abril de 2012












































- aurélia, o chá está a arrefecer. espero-te no jardim

quarta-feira, 18 de abril de 2012

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que pressa me atrasa para a hora certa?




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a linha__________________________________________--

segunda-feira, 16 de abril de 2012


























aroma e amora têm as mesmas letras

quarta-feira, 11 de abril de 2012

terça-feira, 10 de abril de 2012

no céu
































































For most of history, Anonymous was a woman.
― Virginia Woolf

segunda-feira, 9 de abril de 2012

sábado, 7 de abril de 2012

quarta-feira, 4 de abril de 2012

terça-feira, 3 de abril de 2012

segunda-feira, 2 de abril de 2012









natacha e zé feliz

domingo, 1 de abril de 2012

































oiço nuvens
quando um burro fala o outro baixa as orelhas

Xhxis X Natacha

sexta-feira, 30 de março de 2012









































O'Keefe was in the hospital for three months, she went to Bermuda for a rest. 
She didn't make love to me that time, I think on account of her weakness. Too bad.
Frida Kahlo

ando tão 1994

quinta-feira, 22 de março de 2012


-man, estás contente?
-sim e tu?
-super!

terça-feira, 20 de março de 2012

à superfície

por baixo da pele há vários rios que vão dar à foz da minha saudade
enquanto a ciência prova todos os dias que o sol nasce
eu provo todos os dias que o meu coração tem um bote salva-vidas.

segunda-feira, 19 de março de 2012

ir sempre só com o indispensável

19 março

pai, queria dizer-te que todos me fogem como tu me fugiste.

domingo, 18 de março de 2012


foi o inverno que levou com ele as asas da nossa estrada.
assim sem céu não podemos voar. 
todas as coisas se parecem azuis ao cair da noite.
lá nas montanhas o azul torna-se mais sentido, pelo menos a confiar no que dizia paul cézanne mas ao meu pai só lhe interessa saber se o sporting ganhou.
a mim não.

ganhou, pai.
falo de falta com a gravidade de uma folha a cair da árvore.falo não porque queira mas porque me faz falta.
é um respiro porque tem que respirar, um bater involuntário de músculo. mais fácil será falar de ausência do que plenitude de coração. quando ela existe, se acaso existe. é mais fácil lembrar da tua falta do que da tua cara. já disse, o tempo pinta tudo de branco e tu não serás excepção. serás tela por pintar encostada a uma parede da casa. o que pinto é a tua distância na ténue lembrança que de ti tenho. sem convicção e com o pesar de trazer um piano de cauda amarrado ao tornozelo.
pesar

sábado, 17 de março de 2012

tropeço subitamente na minha sombra e o que projecto é transparente como eu.
moramos cá dentro numa clarividência de vidro.
deixa a luz entrar, não tenhas medo.

o tempo pinta tudo de branco.

terça-feira, 13 de março de 2012

segunda-feira, 12 de março de 2012

domingo, 11 de março de 2012

sábado, 10 de março de 2012

sexta-feira, 9 de março de 2012

quinta-feira, 8 de março de 2012

terça-feira, 6 de março de 2012


- não há meia noite no fundo do mar, cinderela.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Miura olhava aquela fragilidade de dois pés. Olhava-a sem pestanejar, olímpica e ansiosamente. Com ar de quem joga a vida, o manequim de lantejoulas caminhava sempre. E, quando Miura o tinha já à distância de um arranco, e ainda sem compreender olhava um tal heroismo, enfatuadamente, o outro bateu o pé direito no chão e gritou: - Eh! boi! Eh! toiro! A multidão dava palmas.

miguel torga, os bichos

quinta-feira, 1 de março de 2012

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

domingo, 26 de fevereiro de 2012

lá atrás



eu que me olho tão pouco, pouco importa se para trás quando na frente está um mar de mins.

sábado, 10 de dezembro de 2011

.

há dias em que se nos cola às costas uma tristeza...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes




encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes




ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos




E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos








David Mourão-Ferreira

1927-1996



Obra Poética 1948-1988

David Mourão-Ferreira

Editorial Presença

terça-feira, 13 de setembro de 2011

sou uma merda mesmo

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

as palavras não fazem dançar


as palavras não valem nada. são um pálido reflexo daquilo que a nossa alma quer dizer mas nunca diz realmente. somos um pote de coisas que pensamos a encher constantemente. entupimos a nossa matéria a cada minuto. podemos reagir ao som das palavras que nos dizem mas nunca reagimos inteiramente porque não sentimos o seu verdadeiro conteúdo. sabemos que quando nos gritam faz sentir coisas más e que quando nos susurram faz sentir coisas boas. tudo o que a isso é intermédio somos um túnel vazio por onde passeia o alfabeto. isso e mais nada.

só os poetas chegam onde mais ninguém consegue. só os bons poetas mas nem esses nos fazem dançar.

domingo, 4 de setembro de 2011



foi o verão que levou com ele as pedras da nossa estrada.
assim sem chão resolvemos voar.

passo